A gente vota tão bem que temos mensalão, anões, sanguessugas, dólar na cueca. A gente vota tão bem que tiramos Galego, Bia, Alê, Fernando, Ju e fomos deixando Marcelo, Gy, Thati. Por Muito tempo nenhum paredão deixou na casa a pessoa mais autêntica, sincera, honesta, divertida, etc, senão aquele entre Marcelo e Rafinha. Antes disso o único paredão realmente complicado foi ter que escolher entre os Rafaéis. Galego era muito gente boa, mas não era mala aberta e estava ficando mais a vontade com as pessoas, isto é mais natural do que o contrário. Figurássa, Bia escorregou um pouco, mas corrigiu e o fez para si mesma e não para a platéia, mais belo que saber é aprender. Thalita era o combustível que fazia a casa andar, o conflito do bem e mal dentro dela mesma contagiava tudo e todos, estava surtando entre ser justa e suas estratégias para ganhar o jogo. O marrentinho do bem, Fernando, foi um dos caras mais verdadeiros desta edição, sua maior qualidade foi seu maior inimigo (depois de Nat, é claro). Faça amor, faça a amizade, não faça a guerra: Marcos, deveria ser garoto propaganda do instituto "Sou da Paz". Felipe, era um garoto bom apesar do pouco carisma. Jú, talvez melhor representante feminina em quase todos sentidos. Quem votou no Alê porque não gostava dele? Ninguém? Provavelmente o maior merecedor de todas as qualidades acima foi embora não por quem ele é e sim pela Jú e a Gy.
Dispensamos aqueles que podemos ver os defeitos porque são autênticos e deixamos aqueles que melhor representam. Saiam pessoas, fiquem atores. Vamos ver novela ao invés de Reality Show. Realidade nada, show muito. BBB é um programa interessante, mas os próximos terão cada vez mais candidatos aperfeiçoados com a nossa falta de percepção e teremos mais gente de plástico.
Achar que essa gente pode agir assim porque é “um jogo, vale milhão”. É acreditar também no jogo por bilhões no seu trabalho, nas empresas, na política e nas igrejas que afundam o Brasil em corrupção. Roberto