O desânimo geral da casa reflete as conclusões de cada um sobre o último paredão e, aquele que se aproxima. A eminência parda, Marcelo reina novamente absoluto. Confiante nas respostas que o público vem dando até agora. Ele e todos ainda lembram da força de Gy pelos seu 87% do início do programa. É agora consciência coletiva que o improvável casal Gy/Marcelo é popular.
Thati e Marcos que acreditavam ser fortes por vender alegria em atacado estão perdendo cada vez mais a força. E começam a se estranhar. Marcos anda recluso pensando o que fazer para sair dessa situação. Marcelo tenta e tenta desequilibrar Marcos e não consegue, se Marcelo não pode difamá-lo de outra forma vai como banana mesmo, na cabeça bélica do povo um cara da paz vira banana. Thati tem personalidade e é aquela que conhecemos dividido por dez. Marcos tem personalidade e é aquela que conhecemos dividido por dois. Os dois vão acabar percebendo que não tem alternativa e continuar atuando como antes, transformando em ânimo o desânimo. A frase mais repetida por ambos é e será, "fazer o quê, agora é deixar na mão do povo".
Natália não vê momento melhor para começar a criticar de leve o casal de namorados amigos. Ela parte para o lado de Marcelo agora explicitamente, e irrita o doutor que faz força para não dar patada nela, pois agora mais do que nunca precisa de aliados. Marcelo até pede a Nat que atenda o Big Fone e usa psicologia para convencê-la. Trocar idéias com uma cara de doutor conselheiro para depois “aquilo que disser será usado contra você”, é tática de Marcelo desde o início do programa.
Rafinha parece que já pulou o muro como havia dito antes. Ele desapareceu do programa. Não sobrou quase ninguém na casa de confiança além de Marcos, que ele possa tirar um sarro, e que a gente possa rir de uma bobeira qualquer e espairecer um pouco. Rafinha deveria perceber que Gy, não se importa com ele e na verdade com ninguém. Desvencilhar da antiga relação e considerar Gy votável. A escolha natural de Gy para se pendurar no início do programa era Rafinha, mas Marcelo aprisionou-a. Desde então existe muito mais fidelidade da parte dele que interesse da parte dela, e ela já disse isso até no confessionário. Ele teveria ter escolhido Gy no lugar de Juliana, que demonstrou muito mais carinho genuíno por ele que Gy. Rafinha ainda é um mistério que aflige Marcelo, que ainda não conseguiu alinhar o melhor ângulo para atirar.
Marcelo não um gênio, mas é ardiloso e inteligente e o suficiente iludir o público e quebrar todos na casa. Quem dera estivesse Thalita ainda para rivalizá-lo no jogo. Ninguém tem articulação suficiente para colocá-lo frente a frente com suas próprias contradições. Marcelo mostra ao público o quão boa é uma pessoa leal a ele, um segundo depois, se esta mesma pessoa ao se afastar dele um passo, Marcelo Mengele a disseca, expondo suas entranhas e toda sujeira que ele como psicólogo extraiu enquanto se mostrava amigo. Marcelo é um ditador perfeito, bom para quem esta ao seu lado, e fuzilamento para qualquer um que fizer a menor oposição. E aqui fora as focas aplaudem.
Assistir o Big Brother deixou de ser uma atividade prazerosa e interessante e tornou-se apenas interessante. O sentimento mais presente é a irritação ao ver a qualidade do caráter das pessoas que sobraram, interagindo entre si da forma mais aversiva e dissimulada possível. Big Brother é darwinismo, é a lei do mais forte, o público vai deixando as cobras mais fortes, mais venenosas que aos poucos vão eliminando as cobras de pouco veneno, inofensivas ou sem peçonha.
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